Minha voz

 A voz não mora dentro de mim como um objeto esquecido.

Ela nasce no instante em que eu me permito existir.


É sopro, é vibração, é coragem.

É presença acontecendo.


Não adianta procurar no corpo aquilo que só aparece quando escolho me expressar.

Minha voz é movimento.

É verdade em som.

É o que se revela quando deixo o medo de lado e me coloco no mundo.


Que eu nunca me esqueça:

ela só existe quando eu a uso.

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