Cá com meus botões II

 Nem todo mundo merece entrar nos espaços mais delicados da minha alma. E não porque sou dura ou fria... mas porque minha luz é valiosa, e quem não sabe honrá-la pode apagá-la sem perceber.


 Minha energia é como um jardim interno. Se eu permitir que alguém entre sem consciência, eles pisarão flores, quebrarão brotos e deixarão pegadas que depois eu terei que curar. Por isso, aprender a escolher quem se aproxima não é egoísmo: é amor próprio na sua forma mais espiritual.


 Observo como meu corpo muda quando alguém entra na minha vida. Há pessoas que me iluminam apenas por estar; outras me drenam sem dizer uma palavra. A intuição sempre avisa. Ouço-a . É a minha alma tentando se proteger.


 Lembro disto: nem todos têm a capacidade, sensibilidade ou maturidade emocional para sustentar minha essência. Alguns apenas procuram abrigo; outros procuram preencher vazios; outros simplesmente passam... E está tudo bem. Mas eu não preciso abrir todas as minhas portas para recebê-los.


 A verdadeira higiene espiritual é filtrar. Assim como você não permite que qualquer um entre em sua casa e toque nas suas coisas, também não permita que qualquer um entre no seu coração e mova sua energia. Coloque limites suavemente, mas com firmeza. O espiritual também é saber dizer “até aqui”.


 Honrar sua alma também significa se afastar daquilo que te rouba paz. Se uma conversa te cansa, se uma pessoa te inquieta, se uma presença te apaga... Preste atenção. Tudo é energia. Tudo fala. Tudo deixa uma marca dentro de você.


 Cerque-se de pessoas que te elevam, não que te desgastem. Pessoas que não querem apenas a sua luz, mas sabem cuidar dela. Pessoas que te escutam, que te respeitam, que te vejam. Essa é a verdadeira tribo espiritual.


 E se você está aprendendo a colocar limites hoje, tudo bem. O caminho para sua paz começa quando você entende que sua energia não é ilimitada... e merece ser protegida com amor.

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